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IGREJA PROGRESSISTA E ORDEM FRANCISCANA: UMA CONEXÃO INACREDITÁVEL

A “morte de Deus”, de que Nietzsche se referia em seus livros, não foi e não é levada a termo pelo processo de secularização, ou pelos ateístas mais contundentes, senão pela massa cristã e por aqueles que a lideram sob um hábito. Há algum tempo, essa gente invoca o nome de um “senhor”   que não responde mais. Ontem um grupo de frades franciscanos (ou marxistas?) foram à rua protestar contra a descentralização de verba para a universidade pública (apenas anunciada pelo governo federal). Essa conexão doutrinária entre a igreja progressista e a ordem franciscana constitui mais uma prova de autoria pela morte de Deus. Michel Onfray está certo: “A descrença no cristianismo anda de mãos dadas com a crença no socialismo”.

AYLAND: UM FATOR DE DESIGUALDADE

A igualdade econômica e social é um mito, malgrado alguns países no setentrião europeu margearem a realidade. A Noruega, por exemplo, já apresenta um declínio na produção de petróleo, economia responsável por uma das melhores qualidades de vida do planeta.         Para ilustrar um dos grandes problemas criados na Europa diante da onda imigratória dos últimos anos, imaginemos um país pequeno em extensão territorial com poucos milhões de habitantes. Ao contrário de países relutantes, a república de Ayland (em homenagem ao menino sírio Aylan Kurdi, que morreu afogado numa praia da Turquia) abria as fronteiras para as gentes do Oriente Médio e da África.         A essa política de bom anfitrião, soma-se a vontade dos imigrantes de se dirigirem para lá. Cedo ou tarde, a desproporção no número de acolhimentos levou a própria Alemanha (segunda na preferência dos imigrantes) a propor um sistema de cota entre os integ...

CONHECIMENTO E LIBERTAÇÃO

A ignorância natural é compreensível, como a que caracteriza toda criança. A ignorância condicionada é inaceitável, como a que persiste na caracterização da maioria dos adultos. Dois mil e quatrocentos anos antes do presente, Platão criou a Alegoria da Caverna, para ilustrar o estado de ignorância. A ilustração continua válida hoje. Independentemente de todo avanço filosófico e científico, pouca gente se liberta das correntes no fundo da caverna, para sair dela por um caminho íngreme e conhecer a luz. A ilusão sustentada por preconceitos e crenças ainda prevalece sobre a realidade, cuja superação exige um mínimo de conhecimento. A aventura dessa evolução é possível. Entre os conhecimentos exigidos para uma instrução transformadora, inclui-se a História. Com base na experiência pessoal, sugiro que se comece com a leitura (estudo) sobre a Suméria, os primeiros passos dados pela nossa civilização no Neolítico. Na Mesopotâmia, teremos a explicação de como e por que o homem, por e...

CONDICIONAMENTO RELIGIOSO

O Grande Houaiss traz a significação seguinte para o termo condicionamento : FISL PSIC processo de associar, pela repetição, um estímulo a uma reação não natural, de tal modo que a exposição a tal estímulo passe a provocar essa reação. Em Considerações neo ateístas (2016), publico um exemplo para ilustrar o processo condicionante: Uma criança santiaguense, antes mesmo de ser alfabetizada pelos pais ou pela escola, é apresentada à Bíblia – o livro ditado pelo deus judaico-cristão. Dessa forma, ela passa a ter uma iniciação, um condicionamento na religião em que fora batizada nos primeiros anos de vida. Outra criança, nascida em Gardez (Afeganistão), antes mesmo de ser alfabetizada pelos pais ou pela escola, conhece o Corão – o livro ditado pelo deus do islamismo... O resultado é bastante diferente: um novo cristão aqui e um novo islâmico lá. Em razão de meu espírito crítico, filosófico, pergunto por que as duas crianças acima creem em religiões diferentes, em deuses diferen...

INTERVENÇÃO?

          O Art. 142 da Constituição Federal assim se acha expresso verbalmente: As Forças Armadas, constitu ídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.          Apenas para enfatizar o tema do meu texto, destaco duas informações no artigo transcrito acima: “sob a autoridade suprema do Presidente da República” e (as FA) “destinam-se à garantia da lei e da ordem”.  Não há necessidade de hermenêutica para a interpretação objetiva (literal) dos enunciados entre aspas. Todo cidadão é capaz de fazê-lo, independentemente de seu grau de escolaridade.    Num regime presidencialista, a questão “por que a...

COMENTÁRIOS (IM)PERTINENTES

APORIA POLÍTICA Sou de direita. Penso e defendo um Estado mínimo. O Estado, como se apresenta no atual momento histórico, caminha a passos largos para a bancarrota (ruína, falência, quebra). Ao terceirizar alguns serviços essenciais, as empresas contratadas planejam faturar dez vezes mais que o justo (em razão de seu cliente ser exatamente o Estado). Isso resulta num maior gasto aos cofres públicos. Qual a solução? COLETA DE LIXO Santiago já exemplifica o dilema exposto acima. O município não mais tinha condições de coletar e tratar todo o lixo produzido na área urbana (um exagero que responde pelo consumismo desenfreado). A alternativa foi terceirizar, repassando para os munícipes uma taxa para cobrir a nova despesa. O que poucos onerados sabem é que entrará em vigor um aumento exorbitante dessa taxa, mais exatamente 33 % % para as coletas residenciais e 140 % % para as coletas comerciais. RODOVIAS E ESTRADAS O aumento de taxas e impostos é tão somente uma das pr...

ELEIÇÕES DE 2018

Os (pseudo)democratas enchem a boca para discursar sobre a importância das eleições diretas, como ato popular inexcedível. Uma demagogia sem vergonha, que menospreza a inteligência e o senso ético ainda existentes no citado e explorado povo brasileiro. O voto, todos sabemos, nada faz mais que chancelar uma escolha feita dentro dos partidos políticos, hoje uma das instituições com menor índice de credibilidade no país. Depois das urnas, os eleitos se reúnem em torno das bancadas estanques, dos próprios partidos ou do Congresso (no caso do Legislativo), bem como dentro do Planalto, onde se encastela parte do governo (no caso do executivo). Nos dois casos, deixa-se de ser observada a vontade do povo ao longo de quatro anos a mais. A última eleição em âmbito nacional constitui a prova da tese desenvolvida acima. O eleitor não tinha outra escolha, já polarizada entre Dilma Rousseff e Aécio Neves. Impeachment da presidente (nunca “presidenta”) e cassação do outro (impedida pelo corpor...